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    Pesquisa científica


    Materiais de fontes renováveis podem tratar queimaduras

    Estudo do Amazonas diz que a utilização do tratamento de feridas na pele proporciona melhor conforto ao paciente reduzindo número de aplicações e doses de antibióticos, diminuindo os efeitos colaterais

    A pesquisa buscou desenvolver membranas a base de celulose, polímero produzido por seres vivos ou obtido a partir de matérias-primas de fontes renováveis
    A pesquisa buscou desenvolver membranas a base de celulose, polímero produzido por seres vivos ou obtido a partir de matérias-primas de fontes renováveis | Foto: Divulgação

    Manaus – Materiais de fontes renováveis e sustentáveis possuem potencial para aplicação na área médica, segundo estudo apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e coordenado pela professora e doutora em química, Karen Segala, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

    A pesquisa buscou desenvolver membranas a base de celulose, polímero produzido por seres vivos ou obtido a partir de matérias-primas de fontes renováveis, podendo ser encontradas desde a estrutura do DNA até produtos utilizados para fabricação de embalagens plásticas.

    Os materiais têm potencial de curativos em pacientes com queimaduras que precisam inibir infecções, como é o caso de membranas nanopartículas de prata, regeneração da pele, sensores e recuperação de íons metálicos.

    Para Karen, o propósito da pesquisa tem relação com o preparo de membranas que possuem estratégias para o tratamento de queimaduras.

    A direita, professora e doutora Karen Segala, responsável pela pesquisa
    A direita, professora e doutora Karen Segala, responsável pela pesquisa | Foto: Arquivo Pessoal

     “A pesquisa teve como objetivo preparar membranas de celulose, um polímero natural (ou um biopolímero) obtido de fontes renováveis, é um dos mais abundantes da natureza e os vegetais constituem a fonte mais importante desse polímero. Além do mais, a celulose é um polímero que apresenta boas tenacidade, alta biocompatibilidade e custo relativamente baixo, além disso, forma facilmente películas com estrutura porosa, o que se torna vantajoso na utilização de nanomateriais anti-séptico para tratamento de feridas”, explica

    Importância da Pesquisa

    A pesquisadora explica que o processo resulta em um conforto para pacientes com queimaduras, reduzindo aplicações de antibióticos.

    “O uso de nanomembranas para o tratamento de feridas na pele, proporciona melhor conforto ao paciente, porque reduz o número de aplicações, doses de antibióticos e os efeitos colaterais. Nestes tipos de infecções, as nanomembranas também podem agir como uma esponja absorvendo todos os fluidos da lesão e assegurando a oxigenação por meio da rede porosa das nanofibras. Porém estudos clínicos estão em andamento pelo nosso grupo de pesquisa, composto por professores, pesquisadores e profissionais da área médica”, comenta.

    Segala ressalta sobre a importância do estudo, que tem potencial para a utilização de acidentes envolvendo queimaduras graves.

    “A importância desse projeto financiado pela Fapeam, pelo Edital Universal Fapeam em colaboração com a Faculdade de Engenharia Química da Unicamp, está diretamente ligado ao desenvolvimento de materiais com grande potencial na utilização no tratamento de pacientes com queimaduras graves pela utilização de membranas biopoliméricas à base de celulose com a incorporação de nanopartículas de prata com alto poder antimicrobiano”, relata.

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